4 Erros que Matam Produtos Sustentáveis

Apesar da sustentabilidade ser uma tendência clara para o desenvolvimento de novos produtos (veja post e entrevista anteriores), é importante reconhecer que produtos sustentáveis não significam garantia de sucesso comercial, pois continuam sujeitos às mesmas leis do mercado que todos os outros produtos, ou seja, venderão somente se atenderem a alguma necessidade dos clientes, se estiverem posicionados corretamente e se custarem um preço justo.

Nesse sentido, vários são os exemplos de produtos com apelo socioambiental que deram errado ou que jamais decolaram. Os erros mais comuns costumam ser:

1) Ter pior qualidade: o consumidor não está disposto a aceitar um produto mais feio ou de pior funcionamento por causa de atributos socioambientais. O negócio é oferecer um detergente que limpa bem, é cheiroso, tem um design bonito e, além de tudo, não contém tóxicos na sua composição (veja exemplo da Method, em inglês).

2) Custar muito caro: na maioria das vezes, as pessoas só estão dispostas a pagar um pouquinho mais por sustentabilidade. Teste com você mesmo: quanto você pagaria por um tomate orgânico? Se você estiver na média, deve ter pensado algo entre 5 e 15%. Use este parâmetro como ponto de partida para outros produtos também.

3) Exigir sacrifício: esse talvez seja o maior de todos os erros. Não é realista esperar que a maior parte da população tomará banhos mais curtos, comerá menos carne ou lavará fraldas de pano por livre e espontânea vontade. Isto pode até acontecer com parte da população, mas para atingir a maioria a sacada é oferecer uma solução confortável e sustentável, como um sistema de reuso da água do banho para o vaso sanitário.

4) Entrar cedo demais no mercado: no ramo de tecnologia, não faltam casos desse tipo. O tablet, por exemplo, foi inventado há mais de 10 anos (a foto ao lado é do Apple Newton, um fracasso de vendas!), mas só se popularizou depois do iPad, quando havia tecnologia para transformá-lo em uma plataforma multi-uso e consumidores prontos para fazer filas para comprá-los. Para produtos sustentáveis, a regra também vale.



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